meu entulho querido

notes

Sócrates no Brasil

em dezembro de 2008 meu ex-amigo Eduardo me deu esta aula, que a seguir reproduzo sem o consentimento dele e para o benefício de ninguém.

Eduardo: tou estudando historia do brasil em ritmo alucinante, e tou embasbacado. até eu - EU - ainda me surpreendo com o tanto que a esquerda pode ser canalha, bandida, repugnante. esses caras são bandidos, criminosos comuns mesmo. eles sequestraram a historia, a cultura, a inteligencia nacional, em prol de um fim politico. o sujeito sai do livro com a impressão de que o brasil jamais teve um governo legítimo, que jamais teve um governante que pensasse no bem do país, que os ladroes, estupradores e assassinos do cangaço eram pobres vitimas indefesas, que canudos não foi um movimento religioso, mas um movimento politico bonzxinho, que olga benario, a espiã da kgb que veio pro brasil dar um golpe de estado, é uma pobrezinha de uma injustiçada. o sequetro da inteligencia nacional por essa gente é o mais, disparadamente o maior problema do brasil. o olavo está certo: a ação mais urgente a ser tomada no brasil é exterminar essa gente a chineladas, desprezá-los, discriminá-los, criar contra eles uma repugnancia social, como se fossem leprosos.
Giovanni: e quem vai discriminá-los, se eles são tudo?
Eduardo:: veja, iniciativas mínimas tem uma influência histórica infinita. o brasil de amnanhã será o olavo e a dicta, só. a brasil de amanhã serei eu.
Giovanni: e o que eu tenho que fazer nisso tudo aí?
Eduardo:: ser responsável. responsabilidade é tudo. essa canalha só será vencida por uma elite intelectual altamente consciente de sua responsabilidade mortal, que é livrar o país dessa gente e reconstituir a cultura nacional. educação, educação mesmo, de elite, funciona assim: começa por um círculo ínfimo, e tem uma influencia gigantesca. um vai educar dez, que vão educar cem, que vão educar mil. o olavo educou os caras da dicta, que estão educando mais alguns. educação é isso. “educação universal”, “educação para todos” é delírio.
Eduardo:: tem um vídeo do olavo em que um aluno dele pergunta o que é a filosofia dele. ele fala: “nenhuma. eu não quero fazer filosofias, quero fazer filosofos. eu quero te dar a condição de ser filosofo”. pensei muitoi sopbre isso e conclui o seguinte: guardadas as devidas proporções, obviamente, vai acontecer, ou deveria acontecer, no brasil, exatamente o mesmo processo histórico que aconteceu na grécia.
Eduardo:: o olavo é, e eu tenho certeza absoluta de que ele tem plena certeza disso, um sócrates. que filosofia sócrates fez? nenhuma. mas, sem sócrates, jamais poderiam ter havido platão e aristóteles. o ambiente da grécia era um ambiente tomado por sofistas, charlatães, falsários, canaqlhos, onde ‘tudo era relativo’ e a realidade era ‘vista como’. veio sócrates, destruiu todos os sofistas, colocou a filosofia de novo no rumo da verdade e deu a uma série de discipulos condição de fazer filosofia. ele foi morto e, por algum tempo, os sofistas triunfaram. mas, de sua vida e morte, surgiram platão e aristóteles. sócrates disse: ‘eu estou condenado a morrer muitas vezes’. sim. estamos matando o olavo, agora. e o olavo precisa morrer. e sabe disso.